- Remember Saturday
  • Capítulo 9 - Recomeço
                                Dois anos depois…
Talvez agora eu pudesse de dizer que seria o dia mais feliz da minha vida… Josh chegara em minha casa e pediu-me para sentar comigo e com minha mãe para conversar. Sentamos e ele começou a discursar, falou e falou para no final cair em um choro, um choro sincero pegou em minha mão, tirou uma caixa do bolso da calça e disse o que eu jamais esperaria:
- Christine Jones Andrews, você aceita se casar comigo?
Pôs o anel em meu dedo da mão esquerda. Comecei a chorar, era óbvio que o quê eu mais queria era aquilo, mas eu não estaria nova demais? Pensei por dois minutos enquanto chorávamos, mamãe fazia sinal para que eu aceitasse. 
- Josh, será um prazer passar o resto da minha vida ao seu lado!
Então nos abraçamos e começamos a nos beijar! É, eu não tinha dúvida de nossa felicidade. Simplesmente queria ficar ao seu lado até o final. Mas a única novidade que nem eu mesma sabia era que um bebê estava a caminho…
11/10/2011 - 4:29pm . 3 notes → reblog this post
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  • Capítulo 8 - Fuga
Acordei com uma luz em minha cara, sim, meu pai tinha me levado à uma caverna e ele estava com uma lanterna em minha cara. Era tão desagradável tê-lo ali, queria minha mãe agora, meu Josh e meu Joe.
Queria Josh para me salvar e meu Joe, para poder desabafar. Meu pai se transformara em um monstro e sua víbora contava os segundos para minha morte.
Do que eu não fazia ideia, era que Josh conhecia rapazes e caminhos para me salvar, e estaria vindo em breve. Como ele descobrira onde eu estava eu não sei. Meu celular ainda estava comigo, então ele podia rastrear, a bateria ainda não acabara e meu pai não sabia que eu tinha celular.
Bom, foi na tarde, papai fora procurar comida com Susan e Josh apareceu na caverna, me tirou daquele lugar no colo mesmo, não tinha muito tempo para pensar em outras coisas. Me deu um doce beijo e correu, correu o mais rápido que pôde. Correu comigo nos braços para me salvar.
Saímos da caverna, tinha vista para uma praia, era uma ilha, longe da cidade, mas havia uma ponte que os ligava. Não notei que ainda não havia falado com Josh, nem sequer um obrigado.
- Obrigado meu anjo da guarda. - Sussurrei em seus ouvidos.
- Não há de quê, minha vida. - Ele retribuiu.
Por que Joe não podia estar aqui novamente, eu ainda sentia sua falta. Já não aguentava mais e se contasse a Josh, ele podia se sentir ofendido.
Quando chegamos na casa de minha mãe, ela saiu correndo e me abraçou chorando.
- Onde você estava menina? Dois dias fora de casa, você merece um castigo enorme, o que você aprontou?
- Mãe, não é nada disso. Foi o papai e Susan, ela me raptou depois da escola. Josh não me trouxe em casa pois havi faltado e eu voltei sozinha. Susan me desmaiou e quando acordei estava em uma espécie de porão velho, você precisa acreditar em mim. Depois me levou para a caverna de uma ilha muito esquisita. Não foi Josh?
Então ele estufou o peito e falou:
- Foi sim, eu fui buscá-la agora, rastreei o telefone dela e era isso mesmo. Só não sei como ele não pegou o telefone dela.
- Ele não sabia que eu tenho celular, - falei devagar - nem lembrava de que ele estava em meu bolso.
Bom, depois disso tudo, já era de noite, eu tomei banho, mamãe pediu para que Josh dormisse lá em casa, pois eu ainda estava muito mexida, era só uma noite. Ficamos vendo filme e depois subimos, ela pediu para que dormíssemos na cama dela e ela no meu quarto.
Ficamos um pouco no computador, coneversando, mas não resisti ao desejo de sua boca e caímos juntos na cama. Seu beijo era algo irresistível para mim. Era tão bom…
1/10/2011 - 12:53pm . 2 notes → reblog this post
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  • Capítulo 7 - Mentiras

Acreditar em meu pai e sua mulher foi a gota d’água. Ele me enganou, dois dias depois eu estava voltando pra casa, Josh não havia ido à escola. Era de noite e eu vira alguém me seguindo, sim, era ela… Susan. Eu não vira ela, mas de repente algo incomodou meu nariz e eu não entendi mais nada… apaguei.

Acordei, já estava em um lugar, velho e sujo, repugnante para se morar. Quando abri os olhos, Susan estava rindo da minha cara ao lado de meu pai. Eu estava presa ali, sem Josh, sem ninguém. O que seria de mim agora? Bom, ainda não sabia, meu pai ria de mim como se eu fosse sua inimiga.

Isso me magoara tanto, não queria mais vê-lo, nunca mais, ele estava fora de si, prender a própria filha, por um capricho da mulher? Eu jamais faria isso, jamais. Magoada e insatisfeita, estava eu sofrendo na armadilha de meu pai.

- Por que? Por que estais você fazendo isso comigo, pai? O quê eu te fiz? Algum dia te tratei mal, fiz algo de errado para fazer isso comigo?-Gritei apavorada. Seus olhos eram tristes, como se ele não quisesse, como se fosse obrigado.

- Filha, entenda, você chamou Susan de vadia, e agora ela quer se vingar. Uma hora ou outra você teria que morrer, nada melhor do que agora… sua vida nunca fora boa mesmo. - Ele disse calmamente.

- Não fica assim querida… - Se pronunciou a vaca. - Vai ficar tudo bem no final, eu estou grávida, e terei um filho que assumirá o seu lugar, você ja estará morta mesmo.

Então era esse meu futuro para essa cobra, morrer. Talvez fosse a única forma de me vingar dela, assombrando-a. Talvez me redimisse de erros, com todos que magoei. Mas o que mais me inquietou foram as atitudes, palavras e olhares de meu pai, ele não poderia fazer isso comigo. Descobri o monstro que ele era.

30/09/2011 - 5:54pm . 1 note → reblog this post
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  • Capítulo 6 - Ligação
Assim que Josh fora embora de minha casa, meu pai ligou e estava discutindo com minha mãe no quarto. Ela berrava triste, peguei uma lata de chá gelado, liguei a TV e sentei no sofá com a expectativa de que a briga acabasse. Mas não acabou.
Subi correndo e bati na porta, minha mãe se acalmou e desligou na cara do meu pai. Quando abriu a porta eu estava lá perguntando o que tinha acontecido e ela me chamou para conversar.
- Filha, seu pai já sabe que você está namorando e não gostou muito disso. Disse que viria com a Susan para cá e quer ficar aqui em casa. Óbvio que eu disse que não, pois nós duas sabemos o quão nojenta ela é e começou toda a discussão.
- Por que você contou mãe? Por que? Agora o papai irá infernizar nossas vidas! - Respondi seriamente. - A culpa não foi sua, eu entendo, da próxima vez em que ele ligar, quero que me chame.
Ele não retornara a ligação, e eu sabia que em duas semanas minha vida voltaria a ser um inferno com Susan perto de mim. E o pior, ela queria ter um filho para tomar o meu lugar, se é que eu tinha lugar na vida de meu pai.
Passaram-se duas semanas e ele finalmente ligou. Mamãe estava trabalhando fora de casa, então tive a sorte de atender.
- Alô, pai?
- Oi filha, sua mãe te contou? Bom, deixa eu contar então, eu e Susan iremos para sua casa hoje, já arrumamos a mala e tudo mais!
- Você e essa vadia da sua mulher não virão para cá, eu não quero essa mulher aqui pai, você pirou? Sabe muito bem que eu e ela não nos entendemos, muito menos a minha mãe. Se você vier pra cá, juro que ponho você e ela para fora daqui.
Desliguei na cara dele, como pude chamar minha madrasta de “vadia”? Pensando bem… Ela era, e nunca mais queria olhar para a cara dela. Ele mandou uma mensagem para mim no celular "Não iremos mais para sua casa, fique tranquila. Beijos, do seu pai."
Será que ele escutara o vadia? Ou eu simplesmente falei baixo, odiava aquela mulher, não gostaria de vê-la novamente, de jeito nenhum.
29/09/2011 - 12:59pm → reblog this post
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  • Capítulo 5 - O sábado
Chegou o sábado, eram sete da manhã quando acordara com o barulho do despertador de minha mãe. Olhei para meu iPhone, uma nova mensagem chegara à minha caixa de entrada. Abri, era de Josh, dizia assim: “Oi meu amor, tudo bem? Posso ir para sua casa às dez horas? Boa noite minha anjinha, durma bem tá?”
Respondi que tudo bem ele vir às dez, enquanto ele não chegava, tomei o café, me arrumei, peguei meu melhor biquini e meu melhor óculos de sol. Fui arrumando a piscina e tocou a campainha.
Abri a porta, ele estava com uma camisa sem manga, bermuda e chinelo. Seus óculos escuros refletiam minha imagem, estava tão bonito, ficamos nos entreolhando por uns dois minutos quando eu disse:
- Ah, desculpa, que boba eu sou, entra! (Risos)
- Tudo bem linda! (Risos)
Ele entrou, peguei em sua mão e o levei até o quarto de minha mãe, eles se cumprimentaram, ela estava no celular e em seu notebook, disse que não iria descer hoje, queria descansar e ia ficar o dia inteiro no quarto. Pediu para que eu pedisse comida no almoço e levasse para ela quando chegasse.
Passei no banheiro, peguei as toalhas, desci e leivei-o para a piscina. Ele deu uma cambalhota no ar e pulou, enquanto ele se aquecia, fui buscar em minha mala, boias e coisas de piscina que eu havia trago. Corri, joguei tudo em cima dele e pulei. Ele me segurou e me agarrou, nos abraçamos e demos um doce beijo.
Pegamos sol, ficamos agarradinhos, mergulhamos várias vezes. Estava sendo tão perfeito! Na hora do almoço levamos a comida para minha mãe e ele fez uma mesa de restaurante para nós, pegou até flores do jardim para por em um vaso. Almoçamos, tomei banho depois dele,  vimos um filme e… Já estava na hora de ele ir embora, me deu um aperto no coração, queria que ele ficasse aqui comigo, pra sempre.
Fora se despedir de minha mãe quando ela disse-lhe:
- Josh, adorei sua visita, hoje me senti meio indisposta e mal pudemos conversar. Quis também deixar vocês a sós, mas tem uma proposta a lhe fazer! Todos os sábados quero que você venha aqui para aproveitar o final de semana com minha filha, iríamos adorar sua presença!
Eu estava agradecendo demais minha mãe por dentro, ela estava me ajudando mais od que deveria com isso. Ele respondeu que sempre que seu pai deixasse, viria. Cumprimentou minha mãe e descemos, ele me deu mais alguns beijos demorados e partiu. Fora o sábado mais lindo do universo!
28/09/2011 - 6:33pm . 1 note → reblog this post
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  • Capítulo 4 - O namoro              

Era o melhor beijo que eu já havia provado, ardia como fogo em minhas veias. Era tão bom o ter perto… No primeiro dia que chegamos juntos ao colégio, todos nos olhavam de mãos dadas e ele susurrara em meu ouvido:

- Não se preocupe, as meninas não irão lhe tratar mal, se elas fizerem algo, me fale.

Era óbvio que eu não iria falar, nova no colégio e já seria dedurona? Não podia fazer isso.

- Pode deixar, meu amor. - Respondi.

Chamara ele de amor, era estranho para mim me acostumar com isso. Foi involuntário, não queria ter chamado ele dessa forma, mas o que eu podia fazer?

Ao final da aula, ele me chamou para assistir seu treino de futebol americano. Liguei correndo para avisar minha mãe e ela deixou. Fui ao treino e depois ele me deixou em casa. Terminamos o dia com o lindo beijo e bom, minha mãe apareceu na porta. Chamou-o para entrar, ele recusou dizendo que preferia não dar trabalho. Então ela lhe disse que queria chamá-lo para no sábado, ele vir aqui em casa, para aproveitar o dia comigo na piscina. Ele dissera que tudo bem, cumprimentou minha mãe e beijou minha testa.

E foi embora, com seu conversível, andando pela rua escurecendo…

28/09/2011 - 4:42pm . 1 note → reblog this post
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  • Capítulo 3 - Eclipse
Todas as noites agora eram acalmadas por Josh ao telefone comigo. Conversávamos sobre vários assuntos, sociais, econômicos, românticos, era realmente um garoto muito bom para namorar. Era impressão minha ou estaria eu pensando em possibilidades de Josh virar meu namorado?
Uma noite, a lua estava tão bonita que resolvi deitar no jardim, ele me ligara às sete horas em ponto. Havia esperado por sua ligação a tarde toda. Conversamos sobre tudo de novo, e em seguida ele começou a falar de romance. Nos conhecíamos há 3 semanas, mas foi suficiente para eu entender que estava começando a gostar dele e… ele de mim.
No momento em que ele falara, simplesmente ocorrera um estranho eclipse, não estava previsto nem nada. E logo em seguida ele perguntara se eu, Christine, gostaria de namorar com ele. Ficara confusa na hora, mas acabei aceitando.
Assim que desliguei o telefone, corri e contei tudo para minha mãe, ela conversou comigo e apoiou nosso início de namoro. Eu gostava das coisas certinhas, quem sabe à moda antiga. Foi talvez o dia mais especial que tive.
28/09/2011 - 3:59pm . 1 note → reblog this post
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  • Capítulo 2 - Um menino
Havia botado os pés no colégio, como de costume não me receberam muito bem. Com excessão de um menino, muito bonito por sinal, seu nome era Josh. Alto, magro e forte. Tinha sua pele branca como neve, quente e os olhos verdes.
- Olá, você deve ser a aluna nova! Sou Josh, do terceiro ano, você é..?-Ele me cutucara de uma maneira tão leve que até me assustei naquela hora.
- Ér, oi, sou Christine, mas pode me chamar de Chris… - Ah! O que eu estava falando? Mal conhecera o menino e já saíra me atirando?!
- Ok, Chris… Cursa qual período?
- O terceiro ano também!
- Que interessante! Você será da minha turma, venha comigo, irei lhe mostrar o colégio.
Enquanto passava com ele pelos corredores, todos me olhavam como se eu fosse um rato, e o pior… Eu estava andando com um garoto nem um pouco “estranho”. Uma menina jogara em mim um papel escrito: “Onde você pensa que vai com ele mocinha? Já estou de olho no Josh há muito tempo.” Amassei-o antes que ele visse e joguei no lixo. Estaria eu causando má impressão nas pessoas por causa desse menino? 
Chegamos na sala, ele sentou no meu lado, e assistimos aula juntos, conversando o tempo todo. Era um menino simpático e bem parecido com meu melhor amigo Joe. Seria tão bom que ele soubesse que finalmente eu fizera um novo amigo. Jamais gostaria também que Joe pensasse que eu estaria lhe trocando.
27/09/2011 - 8:52pm . 1 note → reblog this post
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  •     Capítulo 1 - Mudança

Me chamo Christine, todos me chamam de Chris, tenho 17 anos, moro em Nova Iorque. Havia me mudado há pouco tempo, morava em Chicago, onde quase não saíamos de casa sem algum casaco. Quis vir para cá, morar com minha mãe, não aguentava mais a vida com meu pai e sua egocêntrica mulher, Susan.

Tinha más lembranças daquele lugar, Joe morrera lá, por mim, por minha grande culpa. Foi uma tremenda depressão, havia me cortado, chorado, me alimentava mal e não saía de casa. Não tinha mais amigos com quem contar.

Resolvi reconstruir minha vida aqui, junto de minha mãe, talvez fosse melhor para mim. Não conseguira apagar tudo o que acontecera, mas grande parte se foi, menos Joe, ele está comigo sempre. Sinto tanto sua falta.

Hoje seria meu primeiro dia na escola, acordara não querendo ir. Não conheceria ninguém, e nenhum deles gostariam de me dar as boas-vindas.

27/09/2011 - 4:34pm . 1 note → reblog this post
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                - Remeber Saturday

  • Prólogo:
Era normal para elas serem populares e lindas, ter toda semana as unhas pintadas, o cabelo escovado, malhar todo dia. Sentia saudades de meu melhor amigo, Joe, havia tantos anos que ele morrera, era a única pessoa com quem contava. Joe sempre fora para mim, a melhor pessoa do mundo, e eu sentia tanto sua falta, que quando tinha sua amizade, a desperdicei. No dia daquele acidente, queria ter impedido ele de sair daquela forma pela estrada, talvez fosse melhor e ter morrido em seu lugar…
27/09/2011 - 3:42pm . 1 note → reblog this post
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